Materiais expressivos

Há uma infinidade de materiais e formas de uso no que diz respeito a acabamentos em Design de Interiores e Paisagismo.

Vou postar aqui alguns termos usado no setor e falar um pouco sobre esses materais.

Começaremos por um glossário referente a revestimento cerâmico.

Glossário – Revestimento cerâmico

Abrasão Superficial

Para revestimentos esmaltados (G). Consiste em uma avaliação visual do desgaste provocado por um equipamento padronizado. O resultado deste ensaio permite uma classificação do produto cerâmico em 5 classes de resistência à abrasão: PEI 1 – PEI 2 – PEI 3 – PEI 4 e PEI 5.

Abrasão Profunda (Risco)

Para revestimentos não-esmaltados.(UNGL) Consiste em medir o volume de material removido da superfície da peça, quando submetido à ação de um disco rotativo de um material abrasivo específico. O resultado é expresso em mm3. O porcelanato tem a sua resistência à abrasão avaliada por este método.

A Resistência à Abrasão tem influência direta na resistência ao ataque químico, à manchas e à facilidade de limpeza da peça. Pois, com o desgaste, a película superficial da peça é removida deixando expostos os poros e microtrincas que, embora sejam microscópicos, servem de depósito para sujeira, manchando e dificultando a limpeza. Um produto esmaltado, para ser classificado como classe de abrasão 5, deve apresentar um bom comportamento com relação a manchas após o teste de abrasão. Importante: Os produtos destinados a locais de altíssimo tráfego devem ser do tipo não esmaltado.

Absorção de Água

É a capacidade que uma peça cerâmica tem de absorver água sob condições normais. Tem relação direta com a porosidade da peça: quanto maior a porosidade maior a absorção de água. Muitas características físicas e químicas de um produto cerâmico dependem de sua absorção, por este motivo foi escolhido como parâmetro de classificação das normas brasileiras e internacionais.

Aderência

É a propriedade que permite ao revestimento resistir a tensões normais ou tangenciais na superfície de interface com o substrato.

Amostra

Quantidade de placas a serem ensaiadas de um mesmo lote.

Argamassa

É a mistura de aglomerantes e agregados miúdos com água, com ou sem aditivos, possuindo capacidade de endurecimento e aderência.

Argamassa Adesiva

É também denominada cimento colante, cimento cola ou argamassa cola – é um produto industrializado, dosado e fornecido no estado seco ou pastoso ao consumidor. Constitui-se de cimento Portland Pozolânlco, agregado miúdo e aditivos químicos. É utilizada na colocação de peças cerâmicas de revestimento, tanto de paredes como de pisos.

Atomização

É realizada em um equipamento denominado atomizador (spray drayer) e tem por objetivo a produção de um pó com características de fluidez e umidade adequadas ao enchimento das cavidades da prensa, para formação do biscoito, ou seja, da peça cerâmica sem esmalte.

A operação consiste na injeção da barbotina sob alta pressão (25 a 30 bar) dentro de uma câmara de secagem, onde entra em contato com ar a uma temperatura entre 500 e 600ºC. A evaporação da água é quase instantânea e o contato das partículas com o ar quente, promove a forma arredondada dos grânulos no atomizador.

Base

Superfície a ser revestida.

Baldrame

Designação genérica dos alicerces de alvenaria. Conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação. Peças de madeira que se apóiam nos alicerces de alvenaria e que recebem o vigamento do assoalho.

Caimentos

São inclinações que se devem dar aos pisos para permitir que a água escoe com perfeição para os ralos ou coletores de água.

Calibres

Lados das placas cerâmicas que são medidos e classificados em faixas de dimensão (size ranges). Por exemplo: 197 mm – 198 mm; 198 mm – 199 mm; 199 mm – 200 mm.

Camada de Regularização

É a camada de argamassa a ser aplicada sempre que a base apresentar-se excessivamente irregular de tal maneira que não atenda os limites, mínimo e máximo, estabelecidos para a espessura da camada de assentamento. É também utilizada sempre que houver necessidade de corrigir-se a declividade da base.

Carga de ruptura

É uma característica da peça cerâmica em si. Avalia a capacidade da peça suportar grandes esforços. Está diretamente ligada com absorção de água, quanto menor a absorção, maior a resistência mecânica. Ambientes submetidos à circulação de cargas (pisos industriais e garagens) e a impactos (cozinha, posto de gasolina) exigem especificar uma carga de ruptura alta.

Cerâmica de revestimento

São peças cerâmicas que estão constituídas normalmente por um suporte cerâmico, de natureza argilosa com ou sem um recobrimento essencialmente vítreo: o esmalte cerâmico.

Classe A ou Qualidade A

Quando 95% das peças examinadas, ou mais, não apresentam defeitos visíveis na distância padrão de observação, conforme o Anexo A da NBR 13.818.

Concreto

Mistura de água, cimento, areia e pedra britada, em proporções prefixadas, que forma uma massa compacta que endurece com o tempo. Concreto aparente é aquele que não recebe revestimentos. Concreto armado: em sua massa se dispõe armaduras de metal para aumentar a resistência. Concreto ciclópico tem pedras aparentes e de formas irregulares. Concreto celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar, conferindo-lhe grande leveza.

Conformação

A conformação do pó atomizado resulta na formação das peças cerâmicas, as quais, são obtidas através da utilização de prensas hidráulicas. As prensas possuem uma superfície móvel (punção) e outra fixa (estampo). A operação consiste em comprimir o pó atomizado (umidade entre 4 e 7%) entre as superfícies do equipamento, sob uma pressão que pode variar entre 200 e 400 kg/cm2, dependendo do tamanho da peça e tipo do produto desejado. A pressão promove rearranjo e deformação parcial dos grãos, de modo a permitir uma elevada compactação do corpo cerâmico.

Contrapiso

Camada com cerca de 3 centímetros de cimento e areia, que nivela o piso antes da aplicação do revestimento.

Contraverga

Viga de concreto usada sob a janela para evitar a fissura da parede.

Condutibilidade elétrica

O material cerâmico é um clássico isolante e por isso não conduz a corrente elétrica. Esta característica é muito importante em relação à segurança na prevenção de riscos de incêndio. Caso ele esteja molhado é a água, com os sais contidos nela, que pode conduzir a eletricidade.

Outra característica importante do revestimento cerâmico é a capacidade de evitar acúmulo de carga eletrostática superficial. Este acúmulo pode ser gerado, por exemplo, pelo atrito que se realiza quando se caminha, gerando descarga elétrica do corpo de uma pessoa (sensação de choque). Em alguns casos, qualquer risco de eletricidade tem de ser totalmente eliminado. É o caso por exemplo, de salas cirúrgicas, onde a descarga da eletricidade estática acumulada pode provocar no cirurgião movimentos incontroláveis, com risco para pacientes.

Comportamento ao fogo

Característica essencial em todos os materiais utilizados em edificações. O comportamento ao fogo de materiais para pavimento e revestimento pode ser avaliado baseado em três critérios:

  • Resistência à ação destrutiva da chama
  • Possibilidade de contribuir na difusão da chama / Capacidade de inibição da chama
  • Emissão de fumos ou substâncias tóxicas

Em caso de incêndio, a cerâmica não produz fumaças ou gases tóxicos, que, como se sabe, são a principal causa de morte. Além de possibilitar um imediato controle do incêndio, o revestimento cerâmico não se altera em contato com o fogo.

Vale ressaltar também que a eficácia do revestimento na proteção à estrutura na qual está aplicado é enorme. Durante um incêndio, a temperatura da superfície do revestimento cerâmico é superior a 500ºC; na parte inferior da mesma peça, a temperatura se mantém por volta de 100ºC, com a conseqüente drástica redução da solicitação térmica da estrutura. O mesmo não ocorre com madeira, carpete, cortiça e borracha.

Curvatura central

Flecha vertical no centro de uma placa em relação ao plano definido por três dos seus quatro vértices, medido conforme o anexo S da NBR 13818.

Curvatura lateral

Flecha vertical de um lado, em relação ao plano definido por três dos quatro ângulos, medida conforme o anexo S da NBR 13818.

Desempenadeira dentada

Ferramenta utilizada para o espalhamento da argamassa adesiva. Possui um lado liso e um lado denteado, que permite a formação dos cordões de argamassa.

Desempenamento

É o acabamento final da argamassa ou alisamento da superfície.

Deslizamento (coeficiente de atrito)

O deslizamento é a resistência oferecida pela superfície em relação ao escorregamento. No caso de pisos, o deslizamento está relacionado com a segurança de caminhar sobre o mesmo. É medido através do coeficiente de atrito, que corresponde à força necessária para produzir um movimento relativo entre os dois corpos. Portanto em ambientes onde há presença constante de água e de pessoas, como em saídas de emergência, escadas, é recomendável o uso de pisos com coeficiente de atrito (a úmido), superior a 0,40u.

A presença de água, óleo, graxa, sujeira, que ficam entre a sola do sapato e o piso facilitam o deslizamento, bem como um piso de superfície extremamente lisa e brilhante. As superfícies ásperas e com relevos tendem a possuir um alto coeficiente de atrito, diminuindo o deslizamento, mesmo em presença de água ou outros líquidos, porque o relevo inibe a formação de uma película de líquido contínua; no entanto tornam mais difícil a limpeza.

Dilatação térmica

Pode ser definida como a variação dimensional apresentada por todos os materiais, como resultado de uma variação de temperatura. É reversível e deve-se ter em conta esta característica, quando o assentamento for em lareiras, ao redor de churrasqueira, fogões, fachadas, etc.

É importante controlar o coeficiente de expansão térmica da peça cerâmica, a fim de se manter uma relação com os outros materiais da construção civil.

Dimensão Nominal (N)

Dimensão utilizada para descrever o formato do produto.

Dimensão real individual de cada placa (r)

Dimensão média dos quatro lados de uma placa cerâmica quadrada ou de dois lados correspondentes de uma placa retangular.

Dimensão real média (R)

Tamanho médio de 10 placas.

Dimensão de fabricação (W)

Dimensão especificada para fabricação de acordo com a NBR 13818.

Dupla colagem

Método de assentamento que consiste no espalhamento da argamassa adesiva sobre o tardoz da cerâmica e sobre o substrato (contrapiso ou concreto).

Engobe de cobertura

Cobertura argilosa com um acabamento fosco, que pode ser permeável ou impermeável, branca ou colorida.

Engobe de proteção

Camada argilosa, aplicada durante o processo de fabricação, no verso da placa cerâmica.

Empeno

Desvio de um vértice com relação ao plano definido pelos outros três vértices. Pode ser visualizado como o balanço da placa sobre uma diagonal, medido conforme o anexo S da NBR 13818.

Esmalte

Substância vítrea aplicada sobre metais, cerâmicas e porcelanas. Tinta oleosa usada especialmente nas esquadrias e nos caixilhos de metal. Cobertura vitrificada impermeável.

Esmaltação

Inicia-se com a moagem das fritas e demais matérias-primas (caulim, quartzo, feldspatos, corantes, etc.). O produto moído, com granulometria, predominantemente, abaixo de 44 µm, tem 50 a 60% de sólidos em peso e está pronto para aplicação. A moagem é realizada em moinhos intermitentes, com carga moedora formada por bolas de alta alumina e revestimento também de alta alumina.

A operação de esmaltação consiste em aplicações de esmaltes sobre o suporte queimado (biqueima) ou sobre o suporte cru (monoqueima). A aplicação pode ser realizada pelo sistema de cortina, por pulverização (spray) ou por cabine de discos giratórios. A técnica de véu fileira é a mais utilizada na biqueima tradicional; a de véu campana é mais utilizada na monoporosa, e a técnica onde se utiliza cabine de discos giratórios é mais aplicada na monoqueima.

Após a aplicação de esmaltes é efetuada a decoração por técnicas de serigrafia, que pode ser plana ou em rolo giratório.

Espaçadores

São pequenas peças que servem para manter uniforme a largura das juntas. Estes espaçadores são de plástico, em forma de cruz. ou “T”.

Estabilidade de cores

É a capacidade que o revestimento tem de não se deteriorar, de forma a mudar sua cor original, quando exposto por tempo prolongado à luz. A mudança de tonalidade e intensidade das cores são indesejáveis, pois causam variações na aparência da superfície, e especialmente com o tempo, surgem diferenças de tom de uma zona para outra na mesma superfície.

Esta característica é bastante importante para revestimentos colocados em áreas externas, pois estão sujeitos à longa exposição do sol. As cores utilizadas em materiais cerâmicos, em geral são estáveis em relação aos efeitos de exposição ao sol e à luz. A comparação entre cerâmica e tinta na fachada de grandes prédios revela extraordinárias diferenças de durabilidade, a favor da cerâmica.

Expansão por umidade

Corresponde à expansão que o material sofre com o resultado da absorção de umidade; é irreversível e é expresso em mm/m. Este fator deve ser observado no assentamento de ambientes úmidos, como fachadas, saunas, piscinas, etc.

O valor recomendado por norma é 0,6 mm/m.

A expansão por umidade elevada pode levar a defeitos como gretagem (Esmaltado) e estofamento. O problema pode ser minimizado com cuidados em impermeabilização e fundamentalmente com a especificação correta da largura das juntas de assentamento. Os problemas causados por EPU são irreversíveis.

Extrudado ou marombado

Processo de fabricação de placas cerâmicas para revestimento, cujo corpo foi conformado no estado plástico em uma extrusora (maromba) para, a seguir, ser cortado.

Formato

Aquela em que o módulo (M) apresenta valores métricos exatos, seus múltiplos e submúltiplos.

  • Comprimento dos lados e espessura
    A igualdade das dimensões da peça asseguram a uniformidade da superfície assentada.
  • Retitude de lados
    Esta característica determina se os lados da peça estão curvados para dentro ou para fora.
  • Ortogonalidade
    O controle desta característica consiste em determinar se os lados de uma peça são perpendiculares.

Granulação

Pode ser definido como a aglomeração intencional de partículas finas pela adição de água ou solução ligante, para formar aglomerados de tamanhos controlados denominados de grânulos. No setor Cerâmico podem ser feitos de duas formas; Via Seca ou Via Úmida.

Gresificação

A gresificação de massas cerâmicas é a medida da evolução da microestrutura do material durante a queima.

Gretagem

Fissura ou trinca minúscula sobre superfícies esmaltadas.

Juntas estruturais

São juntas que se estendem da superfície do revestimento cerâmico até o lastro de brita e tem a função de permitir a movimentação da base de concreto.

Junta

Articulação. Linha ou fenda que separa dois elementos diferentes, mas justapostos.

Junta de dessolidarização

São juntas que se estendem da superfície do revestimento cerâmico até o lastro de brita, e têm a função de separar a calçada de outros elementos, como meio-fio, postes, bocas de lobo, dentre outros.

Juntas de expansão e movimentação

São juntas que se estendem da superfície do revestimento cerâmico até o lastro de concreto armado.

Junta de assentamento

São juntas entre as peças cerâmicas, cujas funções são: compensar pequenas variações dimensionais entre as peças cerâmicas, proporcionar estanqueidade ao conjunto do revestimento, melhorar o aspecto visual, absorver as tensões de compressão dos revestimentos e permitir a troca de peças cerâmicas sem que se quebrem as restantes.

Metamerismo de cor

Diferença de tonalidade percebida pelo olho humano ao variar a cor da fonte luminosa.

Muratura

Relevo no lado do avesso da placa, destinado a melhorar a aderência. Pode ser constituído por saliências (caso normal para pisos e paredes interiores) ou por reentrâncias, com forma de “rabo de andorinha”, específico para usos especiais, tais como fachadas.

Pano

Extensão de parede ou muro.

Pastilha de porcelana

É um porcelanato com área igual ou inferior a 50 cm2.

Placas cerâmicas para revestimento

Material composto de argila e outras matérias-primas inorgânicas, geralmente utilizadas para revestir pisos e paredes, sendo conformados por extrusão, ou por prensagem, podendo também ser conformadas por outros processos. As placas são então secadas e queimadas a temperatura de sinterização. Podem ser esmaltadas ou não esmaltadas, em correspondência aos símbolos GL (glazed) ou UGL (unglazed) conforme ISO 13006. As placas são incombustíveis e não são afetadas pela luz.

Porcelanizado

Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana.

Porcelanato Esmaltado

É uma placa cerâmica esmaltada para revestimento que apresenta absorção de água menor ou igual a 0,5%. Pode ou não receber polimento superficial.

Porcelanato Retificado

Porcelanato que pode ser técnico ou esmaltado que recebe um desbaste Lateral.

Porcelanato Não Retificado

Porcelanato que pode ser técnico ou esmaltado que não recebe um desbaste lateral.

Porcelanato Técnico

É uma placa cerâmica não esmaltada para revestimento que apresenta absorção de água menor ou igual a 0,1%.

Porcelanato Técnico Natural

É um porcelanato técnico que não recebe polimento.

Porcelanato Técnico Polido

É um porcelanato técnico que recebe polimento mecânico, o qual resulta em uma superfície com intensidade variável de brilho, em toda superfície ou parte dela, de acordo com o efeito estético desejado.

Prensado

Processo de fabricação de placas cerâmicas para revestimento cujo corpo foi conformado em prensas, a partir de uma mistura finamente moída.

Qualidade superficial

A qualidade da superfície da placa cerâmica é determinada pela ausência de determinados defeitos de fabricação tais como: trinca, gretas (Piso esmaltado), falta de esmalte, ondulações, depressões, furos, pontos, manchas, defeitos de decoração, cantos e arestas quebrados, diferenças de tamanho e de tonalidade. Por esse motivo, as placas cerâmicas são divididas em classes de classificação:

  • Classe A – a peça é desta classe quando o observador à distância de um metro não verificar defeito algum.
  • Classe C – a peça é desta classe quando o observador à distância de um metro verificar algum defeito que não fora percebido quando estava à distância de três metros.

Observação

Nas classes A e C são permitidas misturas de até 5% da quantidade da classe imediatamente inferior. Na classe C, são admitidas diferenças de tamanho e tonalidade.

Queima

A queima é responsável pelas características mecânicas e propriedades de inércia físicoquímica do produto. A operação é programada de acordo com o uso a que se destina a cerâmica.

Assim como os secadores, os fornos podem ser do tipo túnel (fornos lentos, usados na biqueima) ou do tipo rolo (fornos rápidos, usados na monoqueima). Atualmente, há uma grande predominância dos fornos a rolo. Nesses fornos, as peças cerâmicas são dispostas em uma única camada (monoestrato), o que permite um considerável aumento da superfície de contato quando esse processo é comparado à disposição em pilhas, usada nos fornos tipo túnel. Os fornos a rolo são dotados de queimadores de alta velocidade, que criam grande turbulência no canal de queima. Esses dois fatores possibilitam a redução do tempo de queima.

Rejunte

Preenchimento das juntas de assentamento, com argamassa de rejunte industrializado ACIII flexível GlobalFlex®.

Resistência ao risco

É uma característica mecânica da superfície da peça e expressa sua resistência em relação ao corte ou ao risco. Este defeito deteriora a superfície porque reduz gradualmente o brilho e torna o produto mais difícil de limpar. O produto cerâmico pode ser riscado por areia, principalmente os produtos brilhantes; deve-se proteger o produto durante o assentamento para evitar danos provenientes da areia / entulho e na sua utilização com a colocação de proteções que impeçam a entrada de produtos abrasivos (areia, principalmente) no local de assentamento.

Resistência à abrasão

É a resistência ao desgaste da superfície, causada pelo movimento de pessoas e objetos. Os agentes do desgaste podem ser desde o calçado das pessoas, as rodas do veículo, cadeiras, até materiais como madeira, sujeiras que podem se interpor entre o objeto que se move, acelerando ainda mais o desgaste. Este pode ser detectado pela perda do brilho, variações de tonalidade das pecas.

Para determinação do índice de resistência a abrasão de um revestimento cerâmico, utiliza-se de dois métodos: o “Taber Test” PEI e o “Teste de Abrasão Profunda”.

Resistência ao choque térmico

O termo choque térmico refere-se à tensão que o corpo sofre quando submetido a bruscas variações de temperaturas, tais como quando o piso ou azulejo, intencionalmente ou não, entra em contato com material quente ou frio (exemplos: líquidos ferventes, vapores quentes usados para limpeza), (mudanças de temperaturas inesperadas etc). Os locais onde podem ocorrer com maior freqüência são as fachadas de edifícios e de residências, em banheiros e saunas.

Resistência química

É a capacidade que a superfície cerâmica tem, de não alterar sua aparência quando em contato com determinados produtos químicos padronizados. A deterioração da superfície de uma peça pelos produtos químicos, pode ser atribuída a reação química entre a substância e a peça, que resulta em alteração da superfície (em geral, todas as superfícies são relativamente inertes) à ação de produtos químicos (a única exceção é o ácido fluorídrico).

Produtos químicos agressivos, ácidos ou bases, podem ser encontrados em vários processos como leite, graxas e óleos, em oficinas mecânicas; produtos químicos, em laboratórios e alguns produtos de limpeza doméstica. Por esta razão deve-se tomar precaução na especificação de produtos nestes ambientes. O resultado do teste de resistência ao ataque químico, permite definir o produto numa classe de resistência para cada produto químico especificado na norma.

Resistência a gretagem (Piso Cerâmico Esmaltado)

O termo gretagem refere-se a pequenas fissuras ou trincas na camada de esmalte comparadas a um fio de cabelo. Apresenta-se de várias formas: circular, espiral ou teia de aranha. Ocorre devido à falta de acordo entre a dilatação térmica do corpo e da camada de esmalte. Embora as fissuras sejam extremamente finas, podem causar perda de impermeabilidade da superfície, bem como alteração de sua aparência.

Em materiais já assentados a expansão por umidade é a maior causa do surgimento de gretagem. Vale lembrar que para certos tipos de revestimentos, a gretagem pode ser um efeito estético intencional.

Resistência ao gelo

É a propriedade que alguns revestimentos cerâmicos tem de resistir à ação do gelo em ambientes úmidos e temperaturas abaixo de 0ºC. É uma característica importante em revestimentos destinados a terraços, fachadas de lugares extremamente frios e câmaras frigoríficas.

O dano provocado pelo gelo deve-se ao fato de que a água absorvida pelos poros da peça é congelada aumentando de volume e danificando a superfície; através de rachaduras e até uma possível quebra de uma parte da peça. Quanto menor a absorção de água, maior a resistência ao gelo.

Resistência a manchas

A facilidade de limpeza de revestimentos cerâmicos refere-se à facilidade e eficiência com que podem ser removidos sujeiras, manchas e outros materiais que entram em contato com a superfície. Materiais considerados fáceis de limpar e de manter condições de higiene são aqueles que permitem eliminar completamente, através de limpeza manual ou mecânica, manchas, sujeiras, bactérias e micróbios que entram em contato com a peça.

É fundamental para ambientes públicos, como hospitais, restaurantes, áreas comunitárias, etc. Quanto mais brilhante e lisa for à superfície, mais eficiente será a limpeza. Alguns produtos químicos podem ser absorvidos pela superfície da peça provocando manchas de difícil remoção. O teste de resistência a manchas, assim como o de resistência química é a forma de avaliação do comportamento de um revestimento cerâmico quanto a esta característica.

Resistência ao impacto

A resistência ao impacto de materiais para piso é a resistência à quebra, em toda a sua espessura ou apenas a fragmentação da superfície (Esmaltado), como resultado de uma pancada. Os revestimentos cerâmicos em geral, como todos os materiais cerâmicos, não são elásticos; e um impacto mecânico de um peso provoca buracos ou furos. Por isso, muitas vezes, requer cuidados por parte do usuário, evitando a queda de pesos e objetos pontiagudos.

Resistência ao impacto é característica importante em locais onde circulam cargas pesadas, tais como empilhadeiras, carrinhos industriais, etc. Nestas áreas as rodas devem ser de borracha com pneus de ar. Vale lembrar que um bom assentamento do revestimento minimiza os danos provocados pelo impacto.

Rústico

Tosco. Simples. Construção feita de acordo com técnicas artesanais que aproveita os materiais da região onde se ergue.

Retitude lateral

Desvio medido no meio do lado no plano da placa conforme anexo S da NBR 13818.

Revestimento Cerâmico

Conjunto formado pelas placas cerâmicas, pela argamassa de assentamento e pelo rejunte.

Sanca

Moldura de gesso ou de outro material instalada no encontro do teto com as paredes. Pode ou não embutir iluminação.

Selante

Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes, impermeabilizando superfícies.

Seixo rolado

Pedra de formato arredondado e superfície lisa, características dadas pelas águas dos rios, de onde é retirada. Existem também os seixos obtidos artificialmente, rolados em máquinas.

Tardoz (Muratura)

Face não esmaltada de uma peça cerâmica.

Tempo de ajuste

É o tempo durante o qual se pode operar movimentações na peça recém colocada sem prejuízo da aderência.

Tempo de mistura

É o tempo recomendado para a mistura da argamassa de cimento em betoneira. O tempo mínimo recomendado é de 3 minutos.

Tempo de pega

É o tempo compreendido desde o preparo da argamassa adesiva até o momento em que esta começa a endurecer.

Tempo de uso das argamassas

É o tempo máximo de uso da argamassa após seu preparo. Nas argamassas de cimento não deve exceder 2 horas e meia.

Tempo em aberto

É o tempo compreendido entre o espalhamento da argamassa sobre a camada de regularização, e o instante em que a mesma não mais apresente capacidade adesiva.

Tozeto

Palavra italiana que significa pequenas peças de cerâmica. Elas se encaixam em outras maiores, compondo pisos e paredes.

Traço

Proporção dos componentes relativamente ao aglomerante principal, em geral o de maior reatividade química e potencial aglomerante.

Trincha

Tipo de pincel achatado.

Verga

Peça colocada, superior e horizontalmente em um vão de porta ou janela, apoiando-se sobre as ombreiras em suas extremidades.

Vitrificado

Material que assume a aparência do vidro. Muitas vezes, resulta da aplicação de uma camada de vidro sobre outro material.


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